Era o pai dela quem segurava a Manu.
O nome da minha filha é Manuela. Ela ainda não fez seis anos e convive com epilepsia desde os dois.
O pai dela era policial militar. Há dois anos, morreu numa operação.
Era ele quem segurava a Manu nas crises e saía cedo para garantir o remédio.
Desde então, eu tento manter o tratamento e cuidar da nossa menina sozinha.
“Mamãe… tá vindo.”
Às vezes, ela para de brincar e fala essas palavras baixinho. Eu já conheço aquele olhar.
As crises fazem parte da nossa rotina, até nos momentos em que uma criança deveria descansar.
Eu queria que a Manu pensasse nas bonecas e nas brincadeiras. Mas hoje o medo acompanha nós duas.
A última caixa está acabando.
Para manter o tratamento, eu já vendi o que a nossa família tinha conquistado.
O medicamento de que a Manu precisa não é fornecido pelo SUS, e comprar a próxima caixa ficou além do que consigo pagar sozinha.
É para isso que peço ajuda: manter o remédio e dar continuidade ao tratamento da minha filha.
Eu peço o remédio do mês que vem.
Não peço promessa de cura. Peço ajuda para continuar cuidando da Manu.
Quero vê-la brincar de boneca e poder acompanhar cada pequena coisa da infância dela.
Cada contribuição se soma às outras para que o tratamento continue. Escolha o valor que puder e ajude a proteger a nossa menina.